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C.

era legal, era ótima, simpática, não bebia, nem fumava. até você me dar um pé na bunda e eu virar uma alcólatra sofredora recalcada curtindo a vibe mais loser do universo: vou dar pra qualquer pessoa que quiser me comer no banheiro hoje de noite. Continuar Lendo »

Era uma vez Maria, Joana e Cecília (no caso, eu).

Maria precisava ser energizada, isso mudaria totalmente sua vida. Joana iria visitar aquele velho que passa aquele óleo que faz aquelas coisas, seria saudável como nunca. Cecília não entendia nada, era uma incrédula, a pobre. Continuar Lendo »

Timing NÃO é tudo

Sou apaixonada por aqueles dias em que você sente que todo o universo conspirou para que você passasse por determinada coisa. Por exemplo, se eu não tivesse esquecido a bolsa no camarim logo após receber o pagamento, não teria hoje uma piada interna com o cara da banda, que eu só cumprimentava, que veio correndo atrás de mim pra devolver. Se eu tivesse ido embora daquele outro show no primeiro momento que me deu vontade, não teria dividido o táxi com quem eu queria e não teria pego logo o tal do Blues Car, o táxi mais legal da porta do Odisséia (motorista simpático, que só deixa blues tocando no radinho). Se eu não tivesse ficado presa naquele engarrafamento, teria chegado em Botafogo a tempo de ver O Cheiro do Ralo, o que me faria ter que dizer: “Já vi esse” quando recebi um bom convite para vê-lo no fim de semana seguinte. Ou a vez em que passei a semana inteira pensando se ia ou se não ia ao show do Tom Bloch e resolvi ir sozinha mesmo, mas acabou que, de última hora, outras pessoas resolveram ir comigo e acabei conhecendo a Pri e a Fel. Sabe, o universo realmente é bom nesse negócio de conspirar e reunir energias para que as coisas aconteçam. E para que elas não aconteçam também.  Continuar Lendo »

Outro dia fiquei com vontade de te contar que consegui sentar no metrô às 18:23h. Todo mundo lá se imprensando e eu sentadinha lendo Emily Dickinson. Quis te contar que sexta-feira tocaram “Canto de Ossanha” num boteco e que agora eu freqüento botecos – e continuo sóbria, sempre sóbria. Continuar Lendo »

Todos nós que já tivemos gatos pobres, porém livres (ou, considerando que “senhor, senhora ou senhorio, felino não reconhecerá”, todos nós que apenas prazerosamente dividimos teto com um deles), em algum ponto já nos perguntamos que cargas d’água os bichanos passam os dias fazendo pelas ruas, Continuar Lendo »

Carne fraca

Beber está sendo ótimo, meu amigo. Sim, está sendo. Obrigada por estar ao meu lado, obrigada por me convidar para a cerveja, mas uma hora a garrafa esvazia e teremos de nos levantar daqui e tomar nosso rumo. Me fale do que está acontecendo: seus amores, amigos, seus absurdos, seus machos. Fale tudo porque tenho todo o tempo do mundo e é agora ou nunca – então eu prefiro o já porque entre nós tudo é urgente. Acende um cigarro e começa, eu quero te ouvir. Continuar Lendo »

Perto demais

Ri, sem graça.  

Cinco anos tinham se passado, já estávamos lá, diante de um palco imenso, trezentas pessoas sorridentes e arrumadinhas olhando atentas e a vida, cretina, passando a 220 km por hora. 

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Eu caminhava na volta pra casa. Eles, uns seis passos atrás, conversavam animadamente coisas às quais não dei a menor atenção. A história começa mesmo quando eu olho pros dois, mãos dadas pela rua, desfilando seu namorico adolescente a caminho de sei-lá-onde. E ela diz, toda risonha: Continuar Lendo »

Noite de rever amigos. Promessa de 13° a temperatura mínima. Eu sou carioca, não sei o que é frio e não tenho casacos, mas ele está aqui e não me esquenta, só sorri pra noite estrelada. Não sei do tempo, mas o clima definitivamente quebrou a promessa. E eu achando que esse negócio de quebrar promessas era exclusivamente humano. É natural quebrar promessas, absurdo é fazê-las. Prometer é algo que não devia existir. Como é que se pode prometer o que quer que seja se a gente nunca sabe o que vai ser no dia seguinte? Que dirá meses depois… Ele não sabia que tudo ia mudar, é isso que eu tento me avisar sempre que lembro. Os olhinhos sorridentes na madrugada surreal versus essa noite estrelada quase impessoal. Continuar Lendo »

A gente conversa sobre sol, maconha, caneca de café cheia ou vazia. E é como se a vida tivesse pouco sentido, já que vai acabar a qualquer momento. Não entendo ansiedade. Como é possível se desesperar por algo que não dá pra saber quando vem? Tem que ter paciência, você diz, e eu fico sorrindo – não há outra coisa a se fazer. Brigo com pessoas ignorantes. Não diz que a mídia é ignorante e que já que isso não é contracultura, então não nos cabe. Eu como ser pensante que sou, afirmo que a mídia tende a mudar – vai haver inteligência. Por Deus. Continuar Lendo »

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