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Arquivo da categoria ‘Sentimental’

Nâo parei pra pensar. Terminei o copo de vodka e fui até ela. Grudei ela contra a parede e beijei com toda minha fúria. Paciência tem limite.

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O amor é um prego na bunda

Aula de teoria literária e o professor está mais uma vez discorrendo sobre como nosso conceito de concreto e abstrato está invertido:
“O conceito de mesa é completamente abstrato. O amor é que é concreto. Se eu sentar na cadeira e tiver um prego, vai doer, isso não é abstrato. O amor também não é abstrato, [...]

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Vocês estragou meu vestido. Mais alguns meses de apego emocional mórbido e minha mãe irá doá-lo pra filha da faxineira (que terá que engordar alguns quilos para vesti-lo), repetindo o velho discurso de que faz mal guardar roupa velha no armário, estagnada. Eu que o diga.

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Outro dia fiquei com vontade de te contar que consegui sentar no metrô às 18:23h. Todo mundo lá se imprensando e eu sentadinha lendo Emily Dickinson. Quis te contar que sexta-feira tocaram “Canto de Ossanha” num boteco e que agora eu freqüento botecos – e continuo sóbria, sempre sóbria.

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Ri, sem graça.  
Cinco anos tinham se passado, já estávamos lá, diante de um palco imenso, trezentas pessoas sorridentes e arrumadinhas olhando atentas e a vida, cretina, passando a 220 km por hora. 

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Eu caminhava na volta pra casa. Eles, uns seis passos atrás, conversavam animadamente coisas às quais não dei a menor atenção. A história começa mesmo quando eu olho pros dois, mãos dadas pela rua, desfilando seu namorico adolescente a caminho de sei-lá-onde. E ela diz, toda risonha:

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Teoria do queijo

Não, não, ninguém mexeu no meu. Aliás nem sei do que se trata essa coisa de mexer nos queijos. Mas vamos àquilo sobre o que me proponho a falar, minha grande teoria baseada naquele velho princípio:
Quanto mais queijo, mais furos. Quanto mais furos, menos queijo. Logo, quanto mais queijo, menos queijo.

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“Apesar dos vidros blindados, o papa desenvolveu uma relação muito próxima com o povo brasileiro. É como se o mosteiro de São Bento fosse sua nova casa, como se o papa fosse nosso vizinho” – Repórter em matéria para o Jornal Nacional (11/05)
Dúvida legítima: quê?
Empatia: apesar dos vidros blindados? Existe artifício mais abençoadamente brasileiro do [...]

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Eu sei que eu não ia parar a rotação do mundo por isso, que não ia bater carros no tráfego só por causa da minha cabeça. Mas agora eu quero. Não, não quero. Não é um querer, deixou de ser querer há já muito tempo; querer não é importante, é circunstancial, apenas algo mais, nada [...]

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Nessas minhas longas andanças pela vida, acabei por encontrar uma namoradinha no início de 2005. Como primeira experiência homo-afetiva em minha vida, mal sabia eu o que estava por vir…

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