2005. Comemoração do meu aniversário num show de uma das bandas que eu mais gostava na época (época essa em que eu ainda não tinha ficado metida e vivia tendo crise de tietagem por aí). Como sempre, parei de frente pro palco com as minhas pessoas. Gosto de ficar lá na frente, mas nunca sozinha. Outra menina também comemorava aniversário nesse dia, mas ela estava com lista lá no lugar, então a banda sabia que ela fazia aniversário. Em dado momento do show, alguém da banda fala do palco: “E temos uma aniversariante aqui hoje!”. Todos que estavam comigo apontam imediatamente pra mim. E eu dizendo: “Não, não, é ela”, apontando lá pra trás, onde estava a outra aniversariante, que eu conhecia de internet.
Não sei se a banda entendeu enfim quem era a aniversariante em questão, mas ficou por isso mesmo. No dia seguinte, dia de verdade do meu aniversário, estou naquela de ler scraps felicitativos, quando vejo alguém que eu tenho certeza que não é meu amigo, mas que não me é estranho. O scrap era: “Oi! Você não era uma das aniversariantes do show de ontem? Parabéns e muitas felicidades! Eu me lembro de você de quando tocamos aí em março. Você tava lá, não é?”. Um integrante aleatório com quem eu nunca tinha falado. Respondi. Daí foi-se desenrolando toda uma SIQUERÊNCIA, até que ele fez a pergunta fatídica: “E quantos anos você fez?”. Eu sabia que ia assustar, mas respondi: “Poucos: 18″.
Ele nunca mais me respondeu.