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Posts de Junho, 2007

Ri, sem graça.  
Cinco anos tinham se passado, já estávamos lá, diante de um palco imenso, trezentas pessoas sorridentes e arrumadinhas olhando atentas e a vida, cretina, passando a 220 km por hora. 

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Eu caminhava na volta pra casa. Eles, uns seis passos atrás, conversavam animadamente coisas às quais não dei a menor atenção. A história começa mesmo quando eu olho pros dois, mãos dadas pela rua, desfilando seu namorico adolescente a caminho de sei-lá-onde. E ela diz, toda risonha:

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Noite de rever amigos. Promessa de 13° a temperatura mínima. Eu sou carioca, não sei o que é frio e não tenho casacos, mas ele está aqui e não me esquenta, só sorri pra noite estrelada. Não sei do tempo, mas o clima definitivamente quebrou a promessa. E eu achando que esse negócio de quebrar [...]

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A gente conversa sobre sol, maconha, caneca de café cheia ou vazia. E é como se a vida tivesse pouco sentido, já que vai acabar a qualquer momento. Não entendo ansiedade. Como é possível se desesperar por algo que não dá pra saber quando vem? Tem que ter paciência, você diz, e eu fico sorrindo [...]

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Em primeiro lugar: se torne invisível (Will, About a boy, Nick Hornby).

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Contar até dez em alemão não foi a única coisa que consegui após um tortuoso relacionamento de quase quatro anos com um deutscher. Não, ao final da novela comigo também ficaram alguns quilos a mais, um moderado apreço por doces que fazem suas artérias explodirem e, o que é mais importante, a experiência, o know-how, [...]

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Eu bem sabia que não podia esperar grandiosidades de uma pessoa com a palavra “cu” no plural no nome. Mas nessas horas a gente não pensa.
Apaixonar-se por um viciado em drogas te faz passar por umas situações bem peculiares. Uma vez, dei um cd pra ele. Dois dias depois, perguntei se ele tinha gostado e [...]

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Teoria do queijo

Não, não, ninguém mexeu no meu. Aliás nem sei do que se trata essa coisa de mexer nos queijos. Mas vamos àquilo sobre o que me proponho a falar, minha grande teoria baseada naquele velho princípio:
Quanto mais queijo, mais furos. Quanto mais furos, menos queijo. Logo, quanto mais queijo, menos queijo.

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Sobretudo

Onze da manhã. Entrei num ônibus que percorria a Avenida Paulista. São 
Paulo agora tem uns ônibus novos, cheios de sobe e desce e no teto uma 
placa CUIDADO DEGRAU. Até olhar pra cima e ler, já tropeçou. Ao meu lado, 
um rapaz e uma moça conversavam. Só entendi uma palavra, por sinal 
pronunciada de forma esquisita, “software”. O [...]

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